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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Terra Prometida

O ônibus se arrasta pela estrada poeirenta,
Os pneus e a terra fazem uma canção.
A minha terra brota no horizonte.
Eu sinto que o sol finalmente raiou no meu coração.

Eu trago desespero e ódio de bagagem,
Mas estes eu deixo nas margens do rio
E que minhas lágrimas se misturem a seu leito.
Aos poucos eu esqueço da tristeza e do frio.

Aqui nunca chove, a água lava nossos corações.
O céu é maior e as estrelas, mais brilhantes.
Os morros, o sussurro do rio, as plantações,
A noite eu me deito sob a lua crescente.

Logo a tardinha, eu pego uma estrada
E pela janela eu vejo a paisagem pintar poesia nos nossos olhos.
Quem dera eu ser o sol dessa terra encantada,
Nascer nas pradarias infinitas e morrer ao toque da montanha mais alta.

O meu amor fugaz se confunde com nostalgia
Essa minha terra é cheia de saudade e vontade de ficar.
As nuvens cobriram o sol, eu estou indo embora
Todavia foi aqui que meu coração decidiu morar

Não mude nunca, minha terra prometida.
Um dia voltarei para buscar o que deixei à seu mercê.
Na minha cidade cinza, eu me sento triste
e escrevo poesias sobre você.

4 comentários:

Bruna K. disse...

Lindo, como sempre.

Antonio Souza disse...

Nossa já tava com saudades! Vc escreve com uma maturidade e tanto. Tão jovem e já cheia de saudosismos melancólicos. Adorei!

Amanda disse...

Haha, fiquei sem escrever um tempo, mas estou voltando. Acho que vou escrever mais um capítulo d'A Dama Branca, isto é, se eu conseguir me livrar desse "bloqueio criativo".

Antonio Souza disse...

Amanda, bota tempo nisso! E sobre A Dama Branca, não acredito em bloqueio criativo para o teu caso!! Talvez seja mais uma questão de "clima", em que vc precisa se abster de outros pensamentos, e mergulhar no novo mundo a ser composto. Isso precisa de imersão, concentração, dedicação, paciência, e tempo! E não é todo o dia que podemos nos encontrar nesse "clima". A Dama Branca não é mais um post, é uma obra que requer detalhes, sutilezas, zelo. É uma obra caprichosa que capta a sensibilidade da autora e lhe diz: Agora vamos em frente!