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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Despoetisada

Eu queria saber poetar
o seu sorriso e sua ginga
para poder declamar
o meu amor por você,
mas a poesia não vinga.

O meu corpo é sertão.
O seu amor é o mar.
Você sabe o quanto eu anseio
Pelo cheiro de sal no ar.
Quero me lambuzar no seu seio,
da poesia que está a transbordar.

Minha alma se agita,
Mas a arte não grita.
A falta de poesia me irrita.
Me faz suicida.
Estou seca e vazia.
Dormir sob a terra fofa, eu ia.
Mas você me sorria.
Por aqui, eu ficaria.

Eu lhe beijo um verso,
Você me ama uma poesia.
Numa mesa de bar,
choro-rio essa ironia.
Eu sou poetisa
E não consigo lhe poetar.
Você, minha musa,
faz a arte cantar.

A poesia veio a minha porta
De madrugada, flertar.
Dei a ela minha desculpa mais torta,
Pois contigo desejo ficar.
Ciumenta, a maldita
Foi embora, mal-escrita.
Tudo bem, não importa.
Você sempre será minha poesia mais bonita.
Mesmo que apodreça em mim
A palavra não dita.

2 comentários:

Bruna K. disse...

Que lindo <3

Amanda disse...

Ainda não cheguei lá, mas é divertido tentar. Obrigada ♥