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segunda-feira, 7 de maio de 2012

The one with the gentle heart

Para começar, eu sou uma covarde. Já sei disso há um tempo e já disse isso para mim mesma em voz alta mais vezes do que posso contar, mas acho que está na hora de deixar isso escrito aqui para todo mundo ver. Engraçado que tudo o que me passa pela cabeça é como as pessoas não costumam gostar daqueles personagens covardes nos livros. Sabe, aqueles que apesar de terem boas intenções, de até serem pessoas agradáveis, são covardes e vão deixar os outros personagens (mais corajosos e mais importantes) na mão quando eles mais precisarem e, então, chegaram ao fim em uma morte estúpida e sem sentido. Aí as pessoas vão acenar com a cabeça e quem sabe até comentar "Esse aí mereceu!". Engraçado que esses personagens me deem um calorzinho aqui perto do peito. Tenho um fraco por esses, preciso confessar. Eles me atingem bem aqui no centro, bem na alma, porque no final eles são apenas covardes com um coração gentil. "Ah, lá vem ela com essa coisa do coração", vocês devem pensar. Eu sei, eu sei. Estou obcecada. Na verdade, estou meio triste com isso tudo. Até parece que um coração gentil não é o bastante. Engraçado! Porque é assim mesmo que as coisas parecem ser. É desse jeito que eu me sinto quando tento explicar porque gosto desses personagens. "Eles tem bom coração", digo, o que é seguido de um "Sim. Bom, o que mais?". O que mais? Engraçado essa pergunta. E tudo piorá se eles são covardes. Imperdoável! E o que tudo isso tem a ver comigo? Ué, eu sou só uma covarde com um coração gentil. Não digo isso pra me gabar do meu coração dito gentil, porque a) Gabar-se de algo simplesmente não está em mim; b) Não sei até que ponto isso é algo bom; e c) Até parece que um coração gentil não é mais o bastante mesmo. É simples assim: eu tenho um bom coração, o que não anula minha covardia - Imperdoável! - e sabe-se muito bem que as pessoas não costumam gostar desse tipo de personagem. Acho tudo isso muito triste, mas também engraçadíssimo. Adquiri uma mania esquisita de achar as coisas tristes muito engraçadas. Sobre isso ainda não sei o que dizer.

2 comentários:

Irene Chemin disse...

Sua maneira de descrever sua "confusão" (não sei se é o termo certo, desculpe) é linda.
Pelo seu jeito de escrever dá pra ver o seu bom coração. Lindo.

Amanda Schmidt disse...

Obrigada ♥